quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Sempre que podem, sentam-se em frente um ao outro. Não se falam, apenas se atraem de olhos.
Pensam em tocar e trocar muito mais que olhares.
Por vezes com o sentimento de cumplicidade distraem-se e quase parece um namoro de sentimento real.
Foto por : Raquel Peixoto

2 comentários:

Géu! disse...

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa

Rossana disse...

Só fica os fascinio por uma amante que abusa da Arte, tu.