domingo, 14 de dezembro de 2008


Cheguei ao ponto de não saber realmente quem sou. Sei que sou aquela que gosta sempre de estar feliz e com um sorriso nos lábios. Não me reconheço por estar com o sorriso nos lábios mas sem a felicidade.

O único modo de estar bem na sociedade é acordar com ela enquanto desacordo comigo sem nada poder fazer. Ter sempre de justificar as minhas acções sem eu própria saber o porquê delas.

Básicas são as teorias que nos atingem.
Me conhecem melhor a cada dia que passa sem me aperceber de tal. Convivem comigo dia-a-dia sem grandes conversas profundas, vêem-me quase todos os dias e num deles, reparam que escrevi uma frase com reticências, logo me perguntam, ' passa-se alguma coisa ? ' Sem saber o que responder, fico grata por aqueles que nunca claramente reconhecera e que me possa orgulhar.

"Uns governam o mundo, outros são o mundo."


Continuo a talhar um caminho e a agir contrariamente.

Tenho tantos pensamentos na minha cabeça, tantos olhares merecidos que não me olham que desisto simplesmente, de pensar e escrever. Não consigo redigir tudo o que me vem na mente.
Necessito de sentir o vento com cheiro a musica e os pingos frios da chuva a cairem na minha cara. Necessito de um equilíbrio que não me faça pensar.

3 comentários:

Alberto Caeiro disse...

"Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..."

Bola disse...

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

"Albert Einstein"

ROSSANA disse...

Texto fantástico paixão.