Sinto que me tiraram a veia de água salgada.
sábado, 4 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009

Podia estar numa paragem, com um sol ardente, sem ninguém a passar na estrada e com campo a volta que não daria por ela.
Estou omnipresente.
A pensar em nada, com a alma bem longe dali.
Observo as palavras que voam a minha volta, sem ordem e tamanho. Ilegíveis.
Enquanto que o meu corpo não reage a nada, e a minha cara não tem expressão. Não faço nada contra vontade, mas a minha expressão fá-lo parecer.
Só me apetece boiar em mar, só quero olhar as nuvens.
sábado, 13 de junho de 2009
Saímos do sonho.
Um som constante e agudo faz me acordar.
Os meus olhos abrem e deparam-se com o tecto húmido e com manchas. Aí, apercebo-me, estou em casa. Desligo o despertador com desprezo.
Levanto-me da cama que tem um cobertor de penas aconchegante e sinto logo o frio da manhã de Inverno. Pego na roupa e levo para a casa-de-banho, tomo um banho.
Já pronto, vou rapidamente à cozinha e sem tempo para mais, o iogurte é a única solução. As chaves do carro já estão no bolso e a pasta do trabalho já está na porta.
Entro no carro e a chuva torna-se mais forte. São sete e meia da manhã, ainda o sol não nasceu e eu já vou a caminho do trabalho. Quando chego à estrada principal deparo-me com uma fila interminável de carros que preenche a estrada toda. Naquele momento em que nada me ocorre, começo a apreciar os carros que lentamente conseguem andar. Reparo que a maior parte das pessoas que passam por mim são idênticas a mim. Têm um aspecto cansado, um carro comercial e uma pasta de trabalho. Depois começo a reparar na sua expressão, parecem impacientes. Penso que como eu estão a pensar se vão conseguir chegar a horas ao trabalho.
Finalmente chego, estaciono o carro e apresso-me a ir para o escritório pois já estou uns minutos atrasado. Entro no escritório e preparo-me para começar a trabalhar quando vejo o ‘Patrão’ chegar. Vem com um casaco novo, admiro-o enquanto sorri com os seus dentes já um pouco amarelos daqueles charutos caros que ele tanto gosta. Atento nele, concluo que ele é como a maior parte das pessoas neste tempo. Ele tem muita ambição e a sua vida resume-se a dinheiro, luxúria e prazer. Estas palavras já não me surpreendem, acho que a sociedade e o ser humano estão a tornar-se cada vez mais frios.
O telefone toca.
Começo a organizar os papéis, a fazer os telefonemas e a receber pessoas. O habitual.
Chega a hora do almoço e como é costume o senhor simpático do restaurante em frente ao edifício onde trabalho já tem a mesa pronta para mim. Por vezes quando saio mais tarde do trabalho o Fast Food é uma solução rápida e barata. Depois do almoço, o café e um cigarro, dois vícios que não consigo deixar. Deve ser porque sinto que é um dos poucos prazeres que tenho.
De volta ao trabalho.
Saio já noite, o meu dia foi trabalhar. Ainda tenho o som do telefone a tocar na minha cabeça e os olhos doem-me de estar em frente ao computador.
Hoje, no trabalho fiquei a pensar num acto meu. Eu pedi uma caneta ao meu colega do lado pelo computador. Fiquei a pensar porque não me levantei e lhe fui pedir pessoalmente.
No caminho para casa começou a dar uma música no rádio que me fez lembrar alguém, uma Senhora que hoje vi no seu carro enquanto apreciava o modo de vida das pessoas pelo seu estado actual.
Não sei porque me lembrei dela mas achei que ela tinha um ar diferente e simpático.
De regresso. Chego ao prédio branco com porta preta, é aqui. Entro e ao subir as escadas distraído com o porta-chaves ouço um som estranho. Um cão apareceu ao virar das escadas e atrás dele, ela. A senhora que estive a reparar na estrada, estava ali diante de mim. Cumprimentei-a e mantive um pequeno diálogo com ela, cheguei a descobrir que ela era minha vizinha e se tinha mudado há pouco tempo para este prédio.
Senti que alguma coisa ia mudar de ali em diante.
terça-feira, 2 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009

Na intimidade de dois corpos, duas mentes que apenas pensam um no outro. Vidas que se juntam por um acaso que se tornam muito mais que um só « Olá » desconhecido.
Tudo se envolve, tudo o que fica na memoria ... O som do teu riso, um piscar de olhos e um olhar profundo intenso com as tuas mãos a agarrarem as minhas. Sem duvidas de sentimento.
Sou tua, vences-te a minha alma com o teu sopro, com as palavras que me derrubam sem pena. Ofereço-me a tuas mãos quase em incertezas do que vêm a seguir. Os teus braços agarram-me como se fosse uma criança, o teu medo de me perder sente-se no teu olhar e em mim.
Somos o que ninguém vê, que toda a gente vê e que apenas eu sei.
quarta-feira, 25 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
BANAL.

Da tua boca saem palavras amorosas mas que soam completamente diferentes, por saírem da tua boca. Apesar de as dizeres consegue-se perceber o quanto superficial és, (sem queres dar a entender tal).
Não consegues controlar sentimentos; tens medo que se torne tudo mais real sem tempo para voltar a trás.
Gostava que não fosses assim, não te proibisses de sentir; falta de; querer estar; fechar os olhos e beijar.
Ou talvez não.
(És mais um que não passa do que é, não vales nem tentas valer.)
domingo, 21 de dezembro de 2008

Quando deixamos o que queremos e nos arrependemos.
Fugiu a oportunidade de sentir as borboletas com todas as suas cores, de fechar os olhos e não pensar em nada, em mesmo nada.
Gostar e gostar e gostar de sentir, querer e querer mais, confiar e querer confiar.
O escuro, a silhueta, o sorriso e a vontade.
A fantasia, o olhar, o beijo e o amar.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008

Cheguei ao ponto de não saber realmente quem sou. Sei que sou aquela que gosta sempre de estar feliz e com um sorriso nos lábios. Não me reconheço por estar com o sorriso nos lábios mas sem a felicidade.
O único modo de estar bem na sociedade é acordar com ela enquanto desacordo comigo sem nada poder fazer. Ter sempre de justificar as minhas acções sem eu própria saber o porquê delas.
Básicas são as teorias que nos atingem.
Me conhecem melhor a cada dia que passa sem me aperceber de tal. Convivem comigo dia-a-dia sem grandes conversas profundas, vêem-me quase todos os dias e num deles, reparam que escrevi uma frase com reticências, logo me perguntam, ' passa-se alguma coisa ? ' Sem saber o que responder, fico grata por aqueles que nunca claramente reconhecera e que me possa orgulhar.
Me conhecem melhor a cada dia que passa sem me aperceber de tal. Convivem comigo dia-a-dia sem grandes conversas profundas, vêem-me quase todos os dias e num deles, reparam que escrevi uma frase com reticências, logo me perguntam, ' passa-se alguma coisa ? ' Sem saber o que responder, fico grata por aqueles que nunca claramente reconhecera e que me possa orgulhar.
"Uns governam o mundo, outros são o mundo."
Continuo a talhar um caminho e a agir contrariamente.
Tenho tantos pensamentos na minha cabeça, tantos olhares merecidos que não me olham que desisto simplesmente, de pensar e escrever. Não consigo redigir tudo o que me vem na mente.
Necessito de sentir o vento com cheiro a musica e os pingos frios da chuva a cairem na minha cara. Necessito de um equilíbrio que não me faça pensar.
Necessito de sentir o vento com cheiro a musica e os pingos frios da chuva a cairem na minha cara. Necessito de um equilíbrio que não me faça pensar.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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